"A essência do conhecimento consiste em aplicá-lo, uma vez possuído."
Confúcio

Cronologia do conflito israelo-árabe

O conflito israelo-árabe dura desde 1948 e confronta israelitas (judeus) e palestinianos (árabes).

Amos Oz, escritor israelita e vencedor do Prémio Príncipe das Astúrias 2007 (categoria de Letras), escreveu:

Two Palestinian-Israeli wars have erupted in this region. One is the Palestinian nation's war for its freedom from occupation and for its right to independent statehood. Any decent person ought to support this cause. The second war is waged by fanatical Islam, from Iran to Gaza and from Lebanon to Ramallah, to destroy Israel and drive the Jews out of their land. Any decent person ought to abhor this cause." (April 7, 2002)

ANTECEDENTES

O nome "Israel", quando surgiu, não estava associado ao um local mas sim a um povo. O povo de Israel nasceu de grupos nómadas que habitavam a Mesopotâmia há cerca de cinco mil anos e que posteriormente rumaram para a região do Levante por volta do ano 2000 a.C.. No final do século XVII a.C., devido à fome, o povo de Israel emigrou para o Egipto. Mais tarde, com medo do crescimento do povo israelita, o Egipto começou a escravizar Israel.

Após o fim do cativeiro no Egipto, os israelitas vaguearam pela região da Península do Sinai, reconquistando uma parte de seu território original no Levante, sob o comando do Rei Saul por volta de 1029 a.C.. Foi durante o reinado de Saul que, pressionados pelas constantes guerras com os povos vizinhos, as 12 tribos de Israel se unificaram, formando um único reino.

Saul foi sucedido por David por volta de 1000 a.C.. Este expandiu o território de Israel e conquistou a cidade de Jerusalém, onde instalaria a capital do seu reino. No entanto, foi durante o reinado de Salomão que Israel alcançou o apogeu, entre os anos 966 a.C. e 926 a.C..

Após a morte de Salomão deu-se a divisão do Reino em dois: a Norte Israel, e a Sul Judá, cuja capital era Jerusalém.

Em 586 a.C. o imperador babilónio Nabucodonosor invade Jerusalém, obrigando os israelitas ao seu primeiro exílio.

Levados à força para a Babilónia, os prisioneiros de Judá e Israel passaram cerca de 70 anos como escravos sob o domínio dos babilónicos. O fim deste Primeiro Êxodo possibilitou a volta dos israelitas a Jerusalém, que foi reconstruída.

Entretanto, o território dos judeus foi sendo conquistado e influenciado por diversas potências da sua época: assírios, persas, gregos, selêucidas e romanos.

A primeira grande revolta contra o domínio romano iniciou-se no ano 66 d.C. e ficou conhecida como Grande Revolta Judaica. A rebelião duraria até ao ano 70 d.C., quando o general Tito invade a região e destrói Jerusalém. Cerca de um milhão de judeus terão morrido durante os combates. A região é transformada em província romana e baptizada com o nome de Província Judaea.

A segunda e última rebelião contra os romanos foi a Revolta de Bar Kochba. A revolta foi esmagada pelo imperador Adriano em 135 e os judeus sobreviventes foram feitos escravos e expulsos da sua terra.

No mesmo ano de 135, Adriano renomeou a Província Judaea para Provincia Siria Palaestina, um nome grego derivado de "Filistéia" como tentativa de desligar a terra de seu passado judaico. Depois dos romanos foram os bizantinos e finalmente os muçulmanos que conquistaram a Palestina em 638.

Em 1066 ocorre o Massacre de Granada e entre os séculos XII e XV os judeus são expulsos do Norte da Europa, dominada pelos cristãos. Os grandes massacres de judeus sucederam-se em vários países: Alemanha, Inglaterra (1290), França (1306 e 1394) e Espanha (1391), culminando na expulsão de 1492 e no grande Massacre de Lisboa em 1506. Os judeus passam a habitar a Europa Oriental.

Com o fim da Idade Média e o Iluminismo as perseguições diminuem, sem porém terminarem. Durante a Era Moderna, os judeus da Rússia e de toda a região Leste da Europa são perseguidos e massacrados sob os mais diversos pretextos e acusações.

Entre os séculos XIII e XIX o número de judeus que regressam à Terra Santa foi aumentando, principalmente devido às constantes perseguições.

Essas perseguições tinham quase sempre um carácter religioso. Vários estados atacaram e expulsaram os judeus de seus territórios, sob acusações que variavam entre o deicídio (a suposta culpa dos judeus pela morte de Jesus) e lendas sobre envenenamento de poços, uso de sangue de crianças cristãs em rituais judaicos e de heresia. Os judeus da Inglaterra foram expulsos em 1290, da França em 1391, da Áustria em 1421 e da Espanha em 1492.

Os judeus que retornaram à Palestina estabeleceram-se principalmente em Jerusalém, mas também desenvolveram significativos centros religiosos em cidades mais distantes.

Foi durante a primeira metade do século XIX que a migração judaica para a Palestina sofreu o seu maior incremento em quase vinte séculos. Os judeus já eram a maioria da população de Jerusalém no ano de 1844, convivendo com muçulmanos, cristãos, arménios, gregos e outras minorias, sob o domínio turco-otomano. A estes migrantes religiosos vieram-se juntar os primeiros migrantes seculares a partir da segunda metade do século. Eram em geral judeus da Europa Central.

O Sionismo

Conhecido como o movimento de libertação nacional do povo judeu, o sionismo (de Sion, colina da antiga Jerusalém), surgiu na Europa em meados do século XIX. Inicialmente com um carácter religioso, o seu ideal era o regresso do povo judeu à Terra de Israel.

Herzl O pai do movimento sionista foi o jornalista húngaro de origem judaica, Theodor Herzl, que, em 1896 publica o livro "O Estado Judaico", onde expunha a sua concepção de uma nação judaica. O sionismo moderno foi aos poucos convencendo a maioria dos judeus de todo o mundo, levando a grandes vagas de imigrações judaicas para a província da Palestina, onde adquiriam terras dos árabes e estabeleciam colónias e fazendas colectivas (Kibbutzim).

 

DATA

ACONTECIMENTO

1896

Theodor Herzl publica o livro "O Estado Judaico".

1897

Realiza-se o 1º Congresso Sionista na Basileia.

1914

Durante a I Guerra Mundial, o Reino Unido ocupa a Palestina, até então parte do Império Otomano.

1917

O Império Britânico, através do Ministro dos Negócios Estrangeiros, expressa o seu apoio ao estabelecimento de uma pátria judaica na Palestina.

1920

O Reino Unido recebe da Liga das Nações mandato para administrar a Palestina. Agravam-se os conflitos entre as comunidades árabes e as colónias de judeus.

1933

Intensifica-se a imigração de judeus para a Palestina, fruto da perseguição nazi.

1936

Conflitos entre árabes e judeus no território da Palestina, pondo em risco os interesses britânicos na região. Iniciam-se ataques de grupos armados sionistas contra tropas e interesses britânicos.

Abril
1947

O Reino Unido transfere para as Nações Unidas a responsabilidade pela solução da Questão Palestiniana.

Novembro
1947

Com o fim da 2º Guerra Mundial, as Nações Unidas adoptam a resolução 181, que prevê a constituição de um Estado Judeu e de um Estado Árabe. Esta resolução partilhava a Palestina, dando 53% do território para os 700 mil judeus que tinham ido para lá e deixando 47% da terra para os 5 milhões de palestinos que viviam no local desde 638 D.C.

14 de Maio
1948

As tropas britânicas retiram-se da Palestina. Poucas horas depois, os judeus proclamam o Estado de Israel pelo 1º Ministro, Ben-Gurion (colocar link para wikipedia).

15 de Maio
1948

Forças do Egito, Iraque, Jordânia e Síria (Liga Árabe) tentam impedir a criação do Estado de Israel. É quando tem início o conflito.

Janeiro
1949

Armistício põe fim ao conflito. Israel, vitorioso, passa a controlar 75% do território do antigo mandato da Palestina. A Faixa de Gaza é incorporada no Egito e a Margem Ocidental (Cisjordânia) na Jordânia. São estabelecidas as fronteiras do Estado de Israel

05 de Julho
1950

O Parlamento israelita aprova a "Lei do Retorno", garantindo o direito à cidadania a todos os judeus.

1951

O Egipto nega o acesso de Israel ao Canal do Suez. Palestenianos lançam ataques a partir da Faixa de Gaza e da margem ocidental do rio Jordão.

1954

Yasser Arafat, entre outros, cria o Fatah (Movimento de Libertação Nacional da Palestina).

29 de Outubro
1956

Israel, com o apoio da França e Reino Unido, que utilizavam o canal para ter acesso ao comércio oriental, declarou guerra ao Egito. Israel invade a Faixa de Gaza e a Península do Sinai. A crise/guerra do Suez ficou também conhecida como a Segunda Guerra Israelo-Árabe. Após intervenção das Nações Unidas e pressões dos Estados Unidos e da União Soviética, Israel retira-se da região.

29 de Maio
1964

Criada, no Cairo, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que inclui a Fatah e outros partidos palestinianos.

05 de Junho
1967

Guerra dos Seis Dias. Leva à ocupação por Israel do que resta da Palestina (Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Ocidental).

1969

Golda Meier é eleita 1ª Ministra de Israel e Yasser Arafat torna-se Presidente da OLP.

1970

A OLP tenta controlar a Jordânia mas o Rei Hussein consegue repelir o ataque, dando origem ao Setembro Negro.

05 de Setembro
1972

Massacre de Munique. Cinco árabes do grupo terrorista Setembro Negro sequestraram e assassinaram 12 atletas israelitas nos Jogos Olímpicos de Munique.

06 de Outubro
1973

Guerra do Yom Kipur (feriado judaico), entre uma coligação de estados árabes, liderados pelo Egipto e Síria, contra Israel.

1974

Yasser Arafat tornou-se o primeiro representante de uma organização não governamental a discursar numa sessão plenária de uma Assembleia Geral das Nações Unidas. Após o Massacre de Munique Arafat ordenou que a OLP se abstivesse de actos de violência fora de Israel e defende o direito dos palestinianos à independência e autodeterminação.

04 de Julho
1976

Comandos israelitas resgatam 98 reféns, israelitas e judeus, no Uganda, de palestinianos que haviam sequestrado um avião Airbus da Air France.

Março
1978

Israel invade o sul do Líbano. O Conselho de Segurança da ONU aprova a Resolução 425 que determina a retirada de Israel e o estabelecimento de uma força de paz no sul do Líbano.

Setembro
1978

Acordos de Camp David, no qual o Egipto e Israel se comprometiam a negociar em boa fé e a assinar um tratado de paz (viria a ser celebrado em 1979). Jimmy Carter, Presidente dos Estados Unidos, foi o patrocionador e anfitrião do encontro entre o Presidente do Egipto, Anwar Sadat e o Primeiro-Ministro do Israel, Menachem Begin.

1981

Membros da Jihad Islâmica Egípcia assassinam o Presidente do Egipto, Anwar Sadat, durante um discurso numa parada militar no Cairo.

Abril
1982

Completa-se a retirada das tropas israelitas do Sinai.

06 de Junho
1982

Israel invade o Líbano com o objectivo de destruir as infra-estruturas da OLP e expulsar os militantes palestinianos.

Agosto
1982

Acordo mediado por norte-americanos, europeus e sauditas possibilita a evacuação dos efetivos palestinianos do Líbano.

16 de Setembro
1982

Milícias cristãs aliadas de Israel entram nos campos de refugiados de Sabra e Shatila em Beirute e massacram dois mil palestinianos desarmados. Os membros da OLP são forçados a retirar-se da cidade.

1985

Bombardeamento pela aviação israelita do QG da OLP em Túnis. Yasser Arafat escapa com vida ao ataque.

09 de Dezembro
1987

Primeira Intifada (rebelião palestiniana nos territórios ocupados). Jovens manifestantes palestinianos atiram pedras a soldados israelitas nos territórios ocupados; os militares respondem com prisões e deportações. Mais de 20 mil pessoas são mortas ou feridas.

Julho
1988

A Jordânia renuncia à reivindicação de soberania sobre a Cisjordânia. Israel começa a receber imigração maciça de judeus provenientes da União Soviética, já em processo de dissolução.

14 de Dezembro
1988

Yasser Arafat, no XII Congresso da OLP, em Argel, proclama o "Estado da Palestina", renuncia ao terrorismo e reconhece o direito de existência do Estado de Israel.
O Presidente norte-americano Ronald Reagan autoriza os Estados Unidos a iniciar um "diálogo substantivo" com a OLP, apesar de Israel permanecer hostil.

Janeiro
1991

Durante a Guerra do Golfo, o Iraque bombardeia território israelita.

Outubro
1991

Realiza-se a Conferência de Madrid com delegações de Israel, Síria, Jordânia, Líbano e palestinianos. Foi um marco simbólico no início das negociações de paz entre árabes e israelitas. Tiveram também início conversações paralelas entre Jordânia e Israel e Síria e Israel.

Maio
1992

O Partido Trabalhista vence as eleições em Israel e Itzhak Rabin assume o cargo de Primeiro-Ministro.

Janeiro
1993

Iniciam-se conversações secretas entre Israel e a OLP, em Oslo.

25 de Julho
1993

Após a morte de sete soldados israelitas no sul do Líbano, Israel lança a Operação "Responsabilidade", durante a qual o exército israelita faz seu maior ataque ao sul do Líbano desde 1982. Cerca de 300 mil civis libaneses fogem para o norte do país, durante o ataque que durou uma semana.

13 de Setembro
1993

Yasser Arafat e o primeiro-ministro de Israel Yitzhak Rabin assinam a "Declaração de Princípios", em Washington, baseada nos Acordos de Paz de Oslo. Israel reconhece a OLP e dá autonomia limitada à organização; em retorno, quer a paz e o fim da reivindicação do território israelita. O mesmo documento prevê para um prazo de cinco anos a formação do Estado palestiniano.

25 de Fevereiro
1994

Um colono judeu promove o massacre de 29 palestinianos que oravam na mesquita principal de Hebron.

Maio
1994

Israel e a OLP chegam a um acordo no Cairo sobre a implementação inicial do acordo de Oslo, incluindo uma retirada israelita de 60% da Faixa de Gaza (excluindo os colonatos israelitas) e a cidade de Jericó, na Cisjordânia. O acordo do Cairo previa outras retiradas de áreas a serem acordadas nos territórios ocupados. Um período de cinco anos tem início, onde deverão ser discutidas questões relativas a Jerusalém, colonatos, refugiados palestinianos e soberania.

01 de Julho
1994

Arafat regressa a Gaza para assumir sua nova posição como chefe da Autoridade Palestiniana, depois de quase doze anos a comandar a OLP em Túnis.

Agosto
1994

É assinado, na passagem de Erez, entre Israel e a OLP, o Acordo sobre a transferência Preparatória de Poderes e Responsabilidades.

26 de Outubro
1994

É assinado o acordo de paz entre Israel e a Jordânia.

28 de Setembro
1995

Arafat e Rabin assinam o acordo de Taba (conhecido como Oslo II) em Washington, para implementar a concessão da autonomia aos palestinos na Cisjordânia e Gaza e permitir eleições palestinianas.

04 de Novembro
1995

O Primeiro-Ministro israelita Yitzhak Rabin é assassinado por Yigal Amir, um estudante judeu ortodoxo que se opunha à retirada de Israel da Cisjordânia. Shimon Peres sucede a Rabin.

Fevereiro
1996

Ataque suicida do Hamas, matando 57 israelitas. Shimon Peres suspende as negociações com a Síria.

11 de Abril
1996

Israel inicia um bombardeamento de 17 dias no Líbano, conhecido como a Operação Vinhas da Ira. Guerrilheiros do Hezbollah atacam áreas ao norte de Israel.

18 de Abril
1996

Israel ataca uma base das Nações Unidas em Qana, matando 1800 civis. Um relatório da ONU diz que o ataque foi intencional, mas Israel nega. A violência termina com um acordo verbal para acabar com a morte de civis, acordo esse que é quebrado de tempos a tempos.

29 de Maio
1996

Binyamin Netanyahu, do Likud, derrota Shimon Peres e é eleito Primeiro-Ministro de Israel. O novo Governo adota uma postura revisionista do processo de paz.

Setembro
1996

Conflitos violentos matam 61 árabes e 15 soldados israelitas durante a abertura de um túnel arqueológico pelos israelitas em Jerusalém.

17 de Janeiro
1997

Israel entrega 80% dos colonatos de Hebron à Autoridade Palestiniana, mas assegura o restante onde várias centenas de colonos judeus convivem entre 20 mil palestinianos.

18 de Março
1997

Início da construção do colonato judeu de Har Homa, em Jerusalém Oriental.

25 de Setembro
1997

Agentes de segurança israelitas, fazendo-se passar por turistas canadianos, fracassam uma tentativa de assassinar um líder militar do grupo Hamas na Jordânia, provocando uma crise nas relações entre Israel, a Jordânia e o Canadá. A Jordânia força Israel a compensar a acção libertando o líder espiritual do Hamas, Sheikh Ahmad Yassin.

23 de Outubro
1998

Netahyahu assina o acordo de Wye, que determina a saída das tropas israelitas de parte da Cisjordânia, que passaria para o controlo da Autoridade Palestiniana. O Primeiro-Ministro israelita cede assim à pressão dos EUA, que pedem o fim de 18 meses de estagnação no processo de paz. No acordo, fica estabelecido que, cada vez que os Palestinianos cumpram os compromissos assumidos com Israel, as tropas israelitas avançam com a retirada do território.

07 de Fevereiro
1999

Morre o rei Hussein da Jordânia, que liderou as iniciativas para promover a normalização das relações entre os países Árabes e Israel.

19 de Maio
1999

O líder do Partido Trabalhista de Israel, Ehud Barak, é eleito Primeiro-Ministro, sucedendo a Binyamin Netanyahu.

05 de Setembro
1999

Israelitas e palestinianos assinam um tratado de revisão, baseado Memorando de Wye, com o objectivo de dar novo alento ao processo de paz no Oriente Médio.

03 de Fevereiro
2000

Encontro entre Ehud Barak e Yasser Arafat, para tentar colocar em prática a retirada das tropas israelitas da Cisjordânia, como havia sido estabelecido no Memorando de Wye River (Acordos de Oslo).

21 de Março
2000

Israel finalmente entrega à administração da Autoridade Palestiniana 6,1% do território da Cisjordânia. É a última parte definida originalmente no Memorando de Wye River, em 1998. Palestinos e israelenses se reúnem para novas negociações em Washington.

26 de Março
2000

O presidente dos EUA, Bill Clinton, encontra-se com o o líder sírio Hafez al-Assad em Genebra, mas não consegue convencê-lo a retomar as negociações com Israel.

10 de Junho
2000

Morre o presidente Hafez al-Assad, da Síria. O seu filho Bashar al-Assad assume o governo. O processo de paz no Médio Oriente entra em nova fase de incertezas.

25 de Julho
2000

O encontro entre Ehud Barak e Yasser Arafat, promovido pelo Presidente dos EUA, Bill Clinton, em Camp David, chega ao final sem um acordo de paz definitivo. Nos meses seguintes, novas tentativas de reunir os líderes de Israel e da Autoridade Palestiniana também não terão resultados concretos.

28 de Setembro
2000

Após Ariel Sharon ter visitado a região do Monte do Templo (Esplanada das Mesquitas para os árabes) inicia-se a Segunda Intifada. Uma multidão de palestinianos encara o acto como provocação e realiza protestos que acabam em confrontos com o exército israelita. Nas duas semanas seguintes, os confrontos espalham-se pela Faixa de Gaza e pela Cisjordânia, deixando mais de 100 mortos (a maioria palestinianos).

12 de Outubro
2000

Três soldados israelitas são mortos por uma multidão de palestinianos em Ramallah, na Cisjordânia. Israel retalia bombardeando postos policiais palestinianos em Ramallah e na cidade de Gaza. A Autoridade Palestiniana considera os ataques uma "declaração de guerra".

Dezembro
2000

Ehud Barak renuncia ao cargo de Primeiro-Ministro e são convocadas novas eleições.

2001

Ariel Sharon é eleito primeiro-ministro do Estado de Israel e inicia-se uma onda de assassinatos dos líderes da OLP.

2002

Dá-se início ao processo de paz "Road Map for Peace", com a participação dos Estados Unidos, Nações Unidas, Rússia e União Europeia, procurando por fim ao conflito.

2004

Israel inicia a construção do Muro da Cisjordânia, alegando ser uma medida necessária de protecção contra acções terroristas dos palestinianos. Por seu lado, os palesteinianos declaram que o muro é uma tentativa ilegal de anexar território palestiniano violando o direito internacional.

2004

Morte de Yasser Arafat. Mahmud Abbas é eleito presidente da Autoridade Nacional Palestiniana em Janeiro de 2005. Israel destrói territórios palestinianos na Faixa de Gaza.

2005

Fruto da proposta do Primeiro-Ministro israelita, Ariel Sharon, inicia-se a retirada israelita da Faixa de Gaza (Disengagement Plan Implementation Law), com o objectivo de alcançar a retirada permanente israelita da Faixa de Gaza e de quatro colonatos no norte da Cisjordânia.

2005

É assassinado o Primeiro-Ministro Libanês, Rafik Hariri, vitima de atentado em Beirute. O relatório da Comissão Internacional Independente de Investigação  criada através da resolução 1595 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, responsabiliza o governo sírio pelo assassinato.

2006

Tem início ao conflito israelo-libanês entre as Forças de Defesa de Israel e a milícia xiita Hezbollah. O cessar-fogo foi declarado no dia 11 de Agosto do mesmo ano, após intensas negociações.

2006

Em Janeiro, o Primeiro-Ministro israelita Ariel Sharon sofre um derrame cerebral e entra em coma. É substituído interinamente por Ehud Olmert. Em Março, as eleições dão a vitória ao partido Kadima, de Olmert.

2007

A Síria noticia ter-se defendido de um ataque aéreo de Israel. Por sua vez, um mês depois (sem informações), Israel assume a suposta incursão que teria ocorrido ao noroeste da Síria, não detalhando se houve ou não sucesso em tal missão.

 

PUBLICAÇÕES:

Image and Reality of the Israel-Palestine Conflict, de Norman Finkelstein

Audio Book - An Issue Of Justice, Origins Of The Israel-Palestine Conflict, de Norman Finkelstein

Palestine, Israel and the Arab-Israeli Conflict, The Middle East Research and Information Project

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The Guardian (UK)

CNN International

The Online NewsHour

BBC News

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