"A essência do conhecimento consiste em aplicá-lo, uma vez possuído."
Confúcio

Revista AZIMUTE – Dezembro de 2008

Capa AZIMUTE Quando folheei pela primeira vez a edição de Dezembro de 2008 da Revista AZIMUTE, fiquei extremamente agradado com a qualidade e interesse da edição, agrado esse que se viria a confirmar quando tive oportunidade de fazer uma leitura mais atenta da mesma. Na altura não pude deixar de felicitar alguns amigos da Escola Prática de Infantaria com responsabilidades na elaboração da mesma.

Sem menosprezar o restante conteúdo gostaria de destacar dois artigos. O primeiro é da autoria do Tenente-Coronel de Infantaria José António Emídio Martins Ruivo e intitula-se “As operações em todo o espectro: implicações na organização, formação e treino de uma força”. Tendo por base a experiência obtida durante o aprontamento e missão da 1ª Companhia de Comandos no Afeganistão, no 1º semestre de 2006, no âmbito da International Security and Assistance Force (ISAF), o autor aborda aspectos relacionados com a organização e treino de uma unidade operacional a ter em conta pelos comandantes aos diversos escalões no âmbito do conceito das operações em todo o espectro. Relacionado com este assunto chamamos ainda a atenção para o recente FM 7-0 Training for Full Spectrum Operations e para as seguintes fontes:

O segundo artigo é da Autoria do Capitão de Infantaria Sérgio Alexandre Cascais Martins que, também fruto da sua experiência, neste caso na formação de diversos Tirocínios para Oficial de Infantaria (TPOI) e Director do TPOI 2007/08, apresenta e fundamenta a sua opinião para “Um novo modelo para o Tirocínio para Oficial de Infantaria”, fruto das implicações que a aplicação do Processo de Bolonha está a ter na estrutura curricular dos cursos na Academia Militar e Escolas Práticas. Ainda relacionado com este assunto deixo-vos aqui um artigo da edição Setembro-Outubro de 2008 da autoria do Major-General Walter Wojdakowski, antigo comandante de Fort Benning, intitulado “Training tomorrow's infantrymen: today's war, tomorrow's challenges”.

História da Revista AZIMUTE (extraído de www.exercito.pt)

A Revista AZIMUTE, nasceu na EPI a 15 de Março de 1964. Foi o Coronel de Infantaria Vaz Antunes o responsável e iniciador do Jornal Azimute. Na 1ª edição pode ler-se: "Esta é a nossa Revista, espero que se Perpetue no Tempo !..." Era uma revista que nascia dos cursos de Oficiais e Sargentos milicianos da EPI.

Na 1ª página lia-se o seguinte:

"Jornal dos cursos de OFICIAIS e SARGENTOS MILICIANOS da E. P. I. -M A F R A"

«Esta é a nossa Revista, espero que se Perpetue no tempo!» “Camarada: Tens nas mãos o primeiro número do teu jornal, azimute é de todos os instruendos da Escola.

Não possui um corpo redactorial, não pertence aos quatro ou cinco jornalistas que entre nós existem. Azimute depende de ti, será o jornal que tu quiseres: construtor de ideias, informativo e divertido, se lhe deres alguns retalhos de tempo livre e um pouco e boa vontade; pesado, feito de recortes, condenado à morte, se não te aperceberes do grande benefício que ele representa. Estas páginas foram criadas para ti, instruendo do C.O.M. ou do C.S.M. Serão um ponto de ligação entre todos, o corolário dum rumo a seguir, do rumo glorioso que nos traçaram e ora começa.

Azimute destina-se a militares, a soldados que, «ñua mão a Cruz e noutra a Espada», se propõe continuar Portugal e afirmar soberania neste Reino daquém e d´Além Mar. As páginas de Azimute não as subscrevem nomes. A própria Direcção é anónima, embora atenta e responsável. Assim, todos usufruiremos de liberdade, simplicidade e franqueza. Apenas para melhor organização se indica um instruendo de cada Companhia, que terá por missão recolher os originais e resolver quaisquer dúvidas imediatas.”

Numa entrevista para a revista Azimute (Comemoração dos 30 anos - Azimute N.º 156-Mar/94) o mentor da mesma recorda e afirma:

"...Quinze de Março não aparece por acaso, foi escolhido para lembrar a data do massacre terrorista sobre os portugueses em Angola, em 1961..."

"...0 facto de quererem comemorar os trinta anos dá-me a percepção e a perspectiva de que o AZIMUTE vai o comemorar os cinquenta, o que muito me apraz Tem-se mantido na linha correcta e com a disposição que estou a ver em vós ele vai ter futuro.

Deixo aqui o meu apelo: o AZIMUTE tem de contar com duas coisas - uma, é a firmeza dos responsáveis pela regularidade da sua edição; a outra é para os destinatários não se limitem a ser leitores e sejam também, na medida do possível, colaboradores. A uns e outros, se me permitem, faço uma recomendação: não publiquem por publicar; definam-lhe um objectivo concreto (tipo de mensagem que deve transmitir, tipo de destinatário) e mantenham a revista AZIMUTE no Azimute certo, em direcção a esse objectivo."

A 15 de Março de 1964, a EPI era comandada pelo Coronel de Infantaria Manuel Ribeiro de Faria e pelo Tenente-Coronel de Infantaria Ernesto E. Garcez de Lencastre.

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