"A essência do conhecimento consiste em aplicá-lo, uma vez possuído."
Confúcio

Escola Prática de Artilharia: das origens ao alvorecer do III Milénio

EPA: das origens ao alvorecer do III Milénio

Explicação prévia do Autor, Artur Aleixo Pais

Caminha para os 150 anos de existência, ao serviço de Portugal, a Escola Prática de Artilharia. Entendeu de interesse, o Senhor Coronel Maurício Raleiras, ilustre Comandante da referida Unidade Militar, atendendo à longa vida que a mesma já conta e os altos serviços por ela prestados à Instituição Militar e ao País, que se reunissem em livro, dando-lhes a devida ordem cronológica e conveniente enquadramento, os numerosos elementos e testemunhos existentes sobre a Escola Prática de Artilharia, da fundação aos primeiros anos do Século XXI e alvorecer do III Milénio. Porque a Escola Prática de Artilharia ocupa, desde 1861, o "Palácio das Passagens", entendeu-se ser relevante incluir, também, a historia da construção do Palácio e o período que se seguiu até ser destinado a nobre sede desta Instituição Castrense.
Nesse sentido se nos dirigiu o Senhor Comandante da Escola Prática de Artilharia, em sugestão que muito nos honra, para que nos ocupássemos desse trabalho de evocação da vida passada da Escola Prática de Artilharia.
Foi com a maior satisfação, mas também, com um acrescido sentido de responsabilidade, que aceitámos a sugestão. Procurámos assim, com o presente trabalho, de simples estudiosos que somos, do passado de Vendas Novas e das suas Instituições, dar uma ideia do que tem sido, ao longo dos últimos 150 anos, da fundação ao tempo presente, a vida e actividade da Unidade Militar que é hoje - e há muito já – a Escola Prática de Artilharia, que sempre se tem mantido fiel à sua divisa "MAIS AFINANDO A FAMA PORTUGUESA".
Tivemos também em conta, ao empreendermos este trabalho, que o passado da Escola Prática de Artilharia - a sua Historia - constitui, no ultimo século e meio, parte importante da história de Vendas Novas.

 

Prefácio pelo então Comandante da EPA, COR Art Tendeiro Raleiras

O  livro que agora se publica resultou da convergência de três vontades: do seu Autor, do Comando da Escola Prática de Artilharia e dos Patrocinadores.

Do Autor, Sr. Artur Aleixo Pais, a quem agradeço por se ter disponibilizado para escrever, a título gracioso, este livro, pode dizer-se que é, desde há muito tempo, um reconhecido estudioso de Vendas Novas e, pela íntima ligação desta com a Escola, também é um profundo conhecedor dos principais eventos com ela relacionados. Os factos (e algumas lendas) que narra, foram-lhe transmitidos verbalmente, ou baseiam-se em documentação escrita e bibliografia que reuniu durante décadas; contudo, todos eles foram importantes na vida da Escola e contribuem para se conhecerem melhor as raízes e o historial desta centenária Casa. Alguns textos, designadamente os de carácter técnico, cuja informação não estava na posse do Autor, mas que se entendeu serem suficientemente relevantes para constarem no livro, foram elaborados pela Escola Prática de Artilharia e são de sua responsabilidade.

O Comando da Escola, desde cedo identificou a necessidade de ter um testemunho escrito, que perpetuasse a História desta Unidade, a mais antiga entre seus pares, e que, para além disso, tem o privilégio de estar instalada, há 148 anos, num nobre edifício por onde têm passado sucessivas gerações de ilustres Oficiais que têm servido a Casa-Mãe da Artilharia Portuguesa com grande dedicação e competência. Estou convencido, que o interesse deste livro se alarga para lá do horizonte da família militar que, de algum modo, esteve ou ainda está ligada à Escola Prática de Artilharia; porventura ele interessará também aos Vendasnovenses que se habituaram a conviver com os Artilheiros e ver crescer Vendas Novas ao lado da Escola.

Os três Patrocinadores institucionais, aos quais agradeço o imprescindível apoio a este projecto, também eles certamente reconheceram a relevância da edição de um livro que aborda a história do "Palácio das Passagens", construído com uma finalidade diplomática para assinalar a consolidação da independência de Portugal e que, em 1861, por decisão de D. Pedro V, se manteve ligado ao serviço da Nação, ao ser destinado a nobre sede da Escola Prática de Artilharia.

É de inteira justiça que refira e agradeça o trabalho efectuado pela Sr.ª D.ª Maria de Fátima Lopes, funcionária civil da EPA que, voluntariamente, abraçou a tarefa de dactilografar as páginas do livro e ao Major Manuel Chanca pela sua dedicação na compilação das fotografias que enriquecem o mesmo. Um reconhecimento especial é também devido ao Sr. Tenente-Coronel Jorge Iglésias, que pintou a aguarela que representa a Casa- Mãe da Artilharia na actualidade, e ao Sr. António Rosado, antigo funcionário civil desta Casa, que efectuou os desenhos da construção do Palácio, bem como da Porta de Armas da EPA. Não sendo possível mencionar individualmente todos quantos contribuíram para a feitura deste Livro, aos que deram um pouco do seu tempo a este projecto, manifesto o meu profundo agradecimento e apreço pela colaboração prestada.

Tem, pois, o Leitor na sua mão um livro que fala de reis, rainhas, príncipes e princesas, e que apresenta a  envolvente histórica que levou à decisão de construir "um Palácio encantado no meio da charneca". Mas, encontrará também uma narração muito atractiva dos factos que fizeram a História do " Palácio", da
Escola Prática de Artilharia e da cidade de Vendas Novas.

Que os leitores deste Livro venham a encontrar nele o interesse e a agradável leitura, proporcional ao entusiasmo daqueles que o fizeram.

 

Visite aqui a página da Escola Prática de Artilharia na internet.

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